terça-feira, 1 de maio de 2012

Brasil criativo de Paraisópolis

O bairro do Morumbi é uma prova do enorme contraste social brasileiro. De um lado, existem grandes casarões de luxo e palácios e de outro, Paraisópolis, a segunda maior favela de São Paulo.
Sua população de aproximadamente 80.000 moradores, veio sobretudo do Nordeste, onde a taxa de analfabetismo é enorme. A pobreza dos moradores de Paraisópolis não impede a rica criatividade de alguns. São os exemplos de Estevão, Antonio et Antenor, nordestinos que vieram tentar a chance em São Paulo.
 Estevão, apelidado de “Gaudi brasileiro”, tem em sua moradia um modelo reduzido do parque Güell, em Barcelona, sem que ele jamais ouvisse falar do artista espanhol. Arcos, teto e muros são decorados com pratos de porcelana importada, louça, copos, pratos, pires, telefones, bonecas e tudo que a imaginação põe em prática. O conjunto forma uma decoração harmoniosa e charmosa. As estruturas em arco são distribuídas sobre três andares e em conexão à residência onde mora a familia, sua esposa e dois filhos. No seu interior,  tem-se a sensação de se perder dentro de um labirinto de 75 metros quadrados.
Próximo dali, a oficina mecânica de Antonio se transformou em galeria de arte. Ele recupera toda peça de automóvel e de motocicleta e os transforma en animais, pássaros, veículos, motos, dragões, insetos e personagens.
A moradia mais ecológica é a de Antenor. Ele construiu parte do segundo andar e a terraça de sua casa com garrafas PET de cor verde. Com talento de arquiteto e de artista, ele utilizou mais de 17 mil embagagens em polietileno para construir a Casa Verde. A transparência do material plástico ajuda a economizar eletricidade. Um pé de chuchu plantado por Antenor, dá um toque ainda mais ecológico à construção.

Um comentário:

haismova disse...

na verdade parece bem legal! Afortunadamente, ainda que nao fui para la com voce, o seu blog possibilita a todos os leitores a introduzirnos em os diferentes ambientes que voce descreve.
parabens pelo suo trabalho Sueli ;)